Comunidade IMENSIS - Índice
RegistarPesquisarFAQEntrar
Responder a Mensagem Página 1 de 1
Marcelino dos Santos:herói vivo?!
Autor Mensagem
Responder com Citação
Mensagem Marcelino dos Santos:herói vivo?! 
Vladimir Shubin, autor do livro, “The Hot ‘Cold War’ - The USSR in Southern Africa” (A ‘Guerra Fria’ Quente – A URSS na África Austral) citado pelo canal de Moçambique, Ed. Nr. 933 de 27 de Outubro de 2009, leva-nos a suspeitar que o Sr. Marcelino dos Santos orquestrou a eliminação do Sr. Dr. Eduardo Chivambo Mondlane em combinação com a ex-URSS.
Segundo a citação apresentada no livro “The Hot ‘Cold War’ ”, a ex-URSS preocupou-se com a presidência da Frente de Libertação de Moçambique por esta ser de laços amistosos com os USA. Consequentemente, ela interessou-se em colher opiniões sobre o Sr. Dr. Eduardo Mondlane. Assim respondeu Mário Pinto de Andrade, membro do MPLA entrevistado pelo autor do “The Hot Cold War’ ” em Adis Abeba em Maio de 1963: o líder da Frelimo é ‘homem honesto’, mas no entanto não é um político, mas um missionário” e “Mondlane não dificulta o trabalho de Marcelino dos Santos, e aqui muito pode ser feito”.
Aqui é notória, em primeiro lugar, a confiança que a ex-URSS depositava no Sr. Marcelino dos Santos e a qualidade de pessoa que era o Sr. Dr. Eduardo Chivambo Mondlane : “é um homem. honesto”. Todavia a Ex-URSS deixa transparecer que teria se servido dos trabalhos de Marcelino dos Santos para afastar os Estados Unidos da América de Moçambique, in facto, “Mondlane não dificulta o trabalho de Marcelino dos santos”.
Segundo a história, a Frelimo, paulatinamente tornou-se partido marxista-leninista de orientação soviética sinal de que Marcelino estava a trabalhar como “ menino bem obediente” à ex-URSS.
Marcelino fez muito trabalho para implantar o seu sistema politico na Frelimo e no país que dominou até à queda da ex- URSS removendo todos os empecilhos que impediam o progresso do socialismo cientifico de orientação soviética na Frente e futuramente na Nação moçambicana. Um dos trabalhos de extrema importância foi substituir o “americano” Sr. Dr. Eduardo Mondlane mediante o assassinamento em 3 de Fecereiro de 1969.
Não obstante o próprio Marcelino dos Santos também interpelado mais tarde pelo autor do livro e agente da ex-URSS disse: “Decidimos logo de principio deixar que Mondlane permanecesse na direcção do movimento, e nós iremos trabalhar no seio do movimento e guiar a frente. Mais tarde, se for necessário, será possível substituir Mondlane”.
O referido trabalho feito no seio da Frelimo, como já dissemos, foi torna-la Frente pró-soviética e depois de sete anos, foi substituir o Dr. Eduardo Chivambo Mondlane e Rev. Urias Simango.
O que surpreende à volta de tudo isto é que muitas versões foram ditas sobre a morte de Dr. Mondlane deixando-nos confusos e perplexos. Formar a nova geração na mentira ou menzonha é um sacrilégio ou profanação do homem moçambicano. Ele quer sentir orgulho pela sua História, vitórias e pelos seus heróis.
As palavras “se for necessário, será possível substituir Mondlane” informam com clareza que o Sr. Marcelino não era plenamente satisfeito com a presidência nas mãos de Mondlane e não estando amadurecidas as condições de substituição, esperou. O pior é que em vez da substituição, Eduardo Mondlane foi assassinado em 1969 e Urias Simango depois da independência. Não obstante no seio da Frelimo houve outras tantas matanças e incriminações sobretudo daqueles pró-americanos.
O assassinamento de Eduardo Mondlane seria ou não produto da luta armada, da luta politica pela direcção da Frente ou parte dos métodos absurdos e desumanos da esquerda do Sr. Marcelino, nos interrogamos.
Esta questão necessita de um esclarecimento pois, suja a figura do Sr. Marcelino dos Santos e sobretudo ofende a dignidade da Pátria moçambicana já que ele está no grupo dos jovens nobres, obreiros da luta de libertação e da consequente independência da Pátria moçambicana. Não podemos admitir que um obreiro deste calibre passe por esta vergonha. Uma personalidade destas passar por um assassino, manipulador e sobretudo intolerante da luta das ideias chegando a optar pela via de eliminação dos contrários, constitui uma vergonha, ofensa ao nosso povo e à dignidade humana.
Oiçamos outra passagem da entrevista: “Toda a gente sabe e nós sabemos que o presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane, é um americano, mas de momento não existe outro homem em Moçambique que possa liderar a luta e em torno do qual as forças que lutam pela independência possam unir-se... Até agora, Mondlane é o único homem – educado, que tem ligações e influência no estrangeiro. Afinal, ele é um moçambicano negro, não um branco ou mulato como eu. Não devemos esquecer também que Mondlane é capaz de angariar dinheiro. É verdade, segundo dizem, que ele obtém o dinheiro do governo dos Estados Unidos, mas esse dinheiro vai para a luta.”
Aqui se vê a razão porque o Sr. Dr. Eduardo Mondlane foi assassinado. Era americano. O motivo de deixar o Sr. Dr. Eduardo Mondlane na presidência do Partido era apenas uma questão de conveniência momentânea (cor da pele, ser o unico homem capaz de unir as forças, angariador de fundos para a guerra, unir as frentes e ser conhecido no exterior). Assim convinha deixar-lhe a direcção da Frente e no momento preciso se faria a “substituição”.
O espírito de oportunidade e de instrumentalização dominou os ânimos do Sr. Marcelino ao ponto de desprezar a inviolabilidade da vida humana. Para o Sr. Marcelino, Eduardo Mondlane era um instrumento a usar para se alcançar os próprios objectivos. Sendo assim, resolvidas as dificuldades, convinha eliminar-lhe. Este oportunismo e exploração dos recursos que ele trazia para a Frente e sobretudo o facto de ser negro (coisa que a maioria dos moçambicanos poderiam aceitar a luta por ele dirigida) leva-nos a suspeitar ainda mais da acção malévola do nosso dirigente Marcelino.
Gostaria de chamar atenção ao PGR e a Liga dos Direitos Universais do Homem para estudarem esta problemática pois, não só suja a imagem do nosso dirigente e o nosso País como ofende a pessoa humana. Teríamos que nos servir da justiça distributiva para chamar o Sr. Marcelino dos Santos à justiça para, pelo menos, se defender desta notícia lançada pelo autor do livro e divulgada pelo canal de Moçambique.
Eu pessoalmente sou de opinião que o Sr. Marcelino seja convidado a prestar declarações e assim lavar a sua face. Se for verdade que estas declarações foram por ele prestadas deve ir à prisão preventiva pois é um homem subversivo escondido no meio dos intelectuais revolucionários que andou a eliminar todos aqueles que não condiziam com a sua ideologia ou pensamento político.
Por outro lado, reflectindo sobre as causas da guerra civil que desgraçou o país durante 16 anos, torna-se evidente que o causador ideológico da guerra foi o Sr. Marcelino dos Santos já que esta guerra foi contra o regime totalitário frelimista-marxista leninista de orientação soviética implantado por Marcelino dos Santos. Ele na entrevista afirmou que trabalharia dentro da Frelimo e de facto não se percebe como três movimentos que formaram a Frente de Libertação de Moçambique se viram inspirados pela mesma ideologia pró-soviética?! Sabemos que muitos pró-americanos morreram e democratas no verdadeiro sentido sucumbiram, muitos foram acusados de reaccionários, etc. Na minha opinião penso que a Procuradoria da República devia levantar um processo crime contra o Sr. Marcelino para dar-lhe a chance de lavar a própria face, pois parece estar muito suja de sangue de muitos compatriotas, de lágrimas de muitos moçambicanos e moçambicanas.

Ver o perfil de utilizadores Enviar Mensagem Privada
Mostrar os tópicos anteriores:
Responder a Mensagem Página 1 de 1
Neste fórum, você Não pode colocar mensagens novas
Não pode responder a mensagens
Não pode editar as suas mensagens
Não pode remover as suas mensagens
Você Não pode votar neste fórum
  


© 2000+ Sislog Sistemas e Tecnologias de Informação e Comunicação Lda