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Contra a ocupação chinesa
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Mensagem Contra a ocupação chinesa 
Já no mês passado o candidato democrata para as eleições presidenciais, Barack Obama, condenou a violação dos Direitos Humanos no Tibete. Quase em todo o mundo houve manifestações e marchas de protesto contra o genocídio étnico e cultural do povo tibetano. Enquanto o Comité Olímpico Internacional (COI) cala os atletas, morre-se num território ocupado pelo regime chinesa. A causa justa do povo tibetano foi sacrificada em prol dos interesses económicos do COI e do Comité Organizador, como a venda dos direitos da transmissão de televisão e as receitas de marketing de multinacionais como Adidas, Coca-Cola, Kodak, McDonald's e Visa. Segundo o orçamento do Comité Olímpico, espera-se um rendimento total de US$ 1,625 bilhão e um ganho de US$ 16 milhões dos Jogos Olímpicos de Pequim (Fonte: Xinhua).

Será que o negócio olímpico vale mais que a dignidade humana do povo tibetano? Porque os poderes políticos só olham para o lado dos interesses económicos? Pragmatismo em vez da defesa dos princípios universais dos Direitos Humanos? Porque ninguém dos dirigentes africanos abria a boca perante o sofrimento do povo tibetano? Acho que não podemos pactuar com o silêncio cúmplice. Podemos lançar uma campanha de boicote a todos multinacionais com publicidade nos jogos bem como a produtos chineses. Também a passagem da chama olímpica pelo continente africano é uma óptima oportunidade para manifestar (de forma pacifica) nosso descontentamento com a brutal opressão chinesa no Tibete. Os Direitos Humanos não constituem uma mercadoria, mas um princípio universal dos povos deste planeta! A dignidade humana nunca pode submeter-se aos interesses económicos.

Eu convido os seus leitores interessados a comentar este tema. Partilhe a sua opinião.

Um abraço
Oxalá

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Esta questão ultrapassa o problema da ocupação do Tibet. Na realidade estamos em frente duma ofensiva colonial. Milhares de chineses chegam ao Tibet cada dia, e a percentagem deles ultrapassou ja a dos tibetanos. A destruição da cultura indigena acompanha a ocupação demografica. Poderemos em breve falar de genocidio.
E impossivel ignorar-se o interesse que os asiaticos tem pelo continente africano. Eles precisam urgentemente de materias primas, e a unica maneira de as sacar de Africa a baixo preço é a de colonisar progressivamente a região. Começam por ocupar lugares importantes na economia, seguidamente atacam o aparelho administrativo e politico, e no fim vão chegar em massa e ditar as suas leis.
A proxima colonia da China sera o continente africano.
Africa e Tibet = mesmo combate!

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Mensagem O dilema dos patrocinadores olímpicos 
O fiasco ao longo do percurso da tocha olímpica e os protestos contra a violação dos direitos humanos no Tibete não só perturbam o Comité Organizador, mas também os patrocinadores dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. O desastre pré-olímpico em Londres, Paris e São Francisco é má pela imagem corporativa e a expansão das marcas. Os investimentos feitos estão em risco. Cada um das empresas pagou 40 milhões de dólares norte-americanos para a viagem da tocha. Quase todo dia traz uma nova desilusão amarga para os patrocinadores, aqueles que se normalmente identifiquem com valores empresariais como a “responsabilidade social” a “filantropia empresarial” ou “Respeitamos os princípios de direitos humanos” (The Coca-Cola Company). Uma das grandes preocupações dos patrocinadores é o caminho que a tocha vai percorrer em Lhasa, capital do Tibete, com uma excessiva presença de militares chineses e manifestações de monges budistas, prejudicando a imagem das empresas. Por trás de portas fechadas alguns patrocinadores discutiram qual seria o impacto de revoltas contra a passagem da tocha no Tibete à consciência dos consumidores. “Nós pensamos em mudar nossos planos para o caminho da tocha”, declarou uma porta-voz da Coca-Cola. A situação é muito delicada perante uma estimada audiência média de cerca 4 bilhões de pessoas. Como manter a cultura dos valores empresariais, e igualmente um bom relacionamento com o governo chinês?

Empresas gigantes como Adidas, Atos Origin, General Electric, Kodak McDonald`s, Microsoft, Ómega, Lenovo, Samsung, Visa, Volkswagen e Coca-Cola, cada uma delas, pagou cerca de 80 milhões de dólares para vincular seu nome como "patrocinadores oficiais" do Comité Olímpico Internacional. “O investimento feito nos Jogos Olímpicos de Pequim são os maiores jamais feitos pela Volkswagen”, confirmou um director da montadora chinesa.

Diante das críticas de grupos de defesa dos direitos humanos, a Coca-Cola já anunciou que investirá 5 milhões de dólares norte-americanos para ajudar a reconstruir áreas destruídas na região de Darfur, no oeste do Sudão, além de 750 mil dólares à Cruz Vermelha para os refugiados daquela região. O governo chinês é o maior fornecedor de armas para as milícias, e considerado co-responsável pelo genocídio de Darfur. General Electric e Samsung davam um total de 8 milhões de dólares a instituições como UNICEF e Care, para "equilibrar" o tema dos direitos humanos. Mas as mesmas empresas também evitam a tudo custo dar um sinal, que faça o público chinês vê-las como traidores.

O McDonald's não quer relacionar "as questões politicas às Jogos Olímpicos", e criou um grupo por acções ecologicamente correctas em Pequim. A Adidas decidiu mandar recolher uma linha de produtos onde o seu logo aparecia dentro da estrela maior da bandeira chinesa. A Coca-Cola considerou adoptar refrigerantes naturais com impacto positivo à camada de ozónio sobre o céu da China e desenvolveu um programa de preservação do rio Yangtsé, ameaçado pela contaminação industrial. A multinacional Johnson & Johnson anunciou conselhos de saúde e higiene no país. O Grupo Volkswagen decidiu acompanhar a chama olímpica com uma frota de viaturas montadas na China.

Mas há pessoas, que exijam aos patrocinadores olímpicos uma mudança desta atitude. A actriz americana Mia Farrow, activista pelos refugiados de Darfur, atacou a multinacional Coca-Cola, patrocinador dos Jogos desde 1928. Depois de se encontrar com executivos da empresa, a Farrow escreveu "Covardes da Coca, a maior marca do planeta, deixam claro que vender água doce é mais importante que salvar vidas. Amigos, bebam Pepsi".

Oxalá com Agencias

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Omar al Bashir, criminoso de guerra culpado da morte de 300 mil negros, benificia do apoio implicito da China, implantada no Sudão por motivos evidentes. Os chineses encontram-se assim do lado dos outros paises arabes, que apoiam a islamisação violenta do continente africano.
Vamos assim para uma situação de colonialismo chines, e de escravatura islamista.
Pobre Africa!

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Mensagem Recordamos 50 anos de sofrimento do povo tibetano 
Foram muito duras as palavras que o Dalai Lama usou para falar dos 50 depois o levantamento do povo tibetano contra as campanhas de violência e de repressão da administração chinesa em Março de 1959. Perante milhares de tibetanos reunidos antes do templo budista em Dharamsala, na Índia, o líder espiritual dos tibetanos reiterou que o Tibete deve gozar de uma “autonomia significativa”. Mas acusou as autoridades chinesas de levar “o inferno para a Terra” no “Tecto do Mundo”. “Centenas de milhar de tibetanos” foram mortos pelas forças chinesas depois de falhado o levantamento contra os soldados comunistas, em Março de 1959, recordou o Dalai Lama. “Estes últimos 50 anos foram de sofrimento e de destruição do território e do povo do Tibete”, adiantou. “Uma vez ocupado o Tibete, o Governo comunista chinês aplicou toda uma série de campanhas de violência e repressão... Os tibetanos viveram literalmente um inferno na Terra.” O Nobel da Paz reiterou no principal templo budista de Dharamsala que “nós, os tibetanos, pretendemos uma autonomia significativa e legítima”. O Dalai Lama lembrou que “desde os tempos imemoriais que tibetanos e chineses têm sido vizinhos”, indicando que o Tibete, historicamente, não pertence à China. Já se esperava que este aniversário fosse reavivar a tensão gerada pela questão tibetana. As autoridades chinesas têm tentado acautelar nas últimas semanas que não haverá uma repetição dos tumultos de 14 de Março de 2008 em Lhasa, que envolveram tibetanos contra chineses e fizeram mais do que 200 mortos, de acordo com o governo tibetano no exílio. Várias organizações de direitos humanos têm vindo a relatar detenções por parte das autoridades chinesas e afirmam que centenas de pessoas continuam desaparecidas. O governo chinês rejeitou as críticas do Dalai Lama acerca da situação no Tibete e reafirmou que as violações dos Direitos Humanos registados naquele território constituem "um problema interno da China".

Viva o Tibete Livre!
Viva o povo tibetano!
Os Direitos Humanos no Tibete nunca foram e
não são assuntos internos da China!

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Ok, vamos então beber um copo de alcool de arroz chines à saude do Tibet, do Buda, das montanhas do cimo do mundo, e pela democracia que gostariamos ver no lugar deste totalitarismo.

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Mensagem África do Sul cedeu a pressão chinesa… 
O governo da África do Sul não concedeu visto ao Dalai Lama para participar de uma conferência sobre paz e desporto prevista para a próxima sexta-feira em Joanesburgo. Segundo o diário "Sunday Independent", da Cidade do Cabo, a recusa do visto foi motivada por pressões das autoridades chinesas. O jornal citou um funcionário da embaixada da China em Pretória, Dai Bing, que afirmou que seu governo recomendou à África do Sul que negasse o visto ao Dalai Lama, por considerar que a visita prejudicaria as relações bilaterais. Thupten Samphei, porta-voz do governo tibetano no exílio, em Dharamsala, na Ìndia, entretanto confirmou a recusa. Dalai Lama, Prêmio Nobel da Paz em 1989, tinha sido convidado para esta conferência, ligada à Copa do Mundo de 2010, pelos quatros personalidades sul-africanos: os ex-presidentes Nelson Mandela (1993) e Frederick de Klerk (1993), o presidente President Kgalema Motlanthe e o arcebispo Desmond Tutu (que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1984). O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ronnie Mamoepa, disse ontem que "o governo não enviou qualquer convite ao Dalai Lama para visitar a África do Sul", e por isso recusou a concessão do visto de entrada. Para Mamoepa, esta decisão foi adoptada "pelo interesse superior do país", e qualquer convite ao Dalai Lama para visitar a África do Sul deve ser feita "com o consentimento do governo". Sobre as supostas pressões de Pequim, Mamoepa indicou que não tem conhecimento sobre qualquer pedido da China, e disse que "esta decisão é independente e soberana". Mas como se sabe, Pequim exerce regularmente pressões para limitar as deslocações do líder espiritual tibetano no estrangeiro. A recusa do governo sul-africano já provocou um protesto formal do arcebispo Desmond Tutu, afirmou ontem o jornal “Sunday Independent”. O Prêmio Nobel da Paz escreveu uma carta de protesto ao presidente sul-africano Kgalema Motlanthe, exigindo explicações e ameaçando boicotar a conferência. Ironicamente foi o próprio Mondlanthe, que subscreve o convite ao Comité Norueguês Nobel, que por sua vez aceitou e passou o ao Dalai Lama. "A decisão sobre a recusa do visto foi feita pelo governo sul-africano e não pela República Popular da China, " declarou hoje o porta-voz da Presidência sul-africana, Thabo Masebe. "Esta visita simplesmente não está nos melhores interesses da África do Sul”, adiantou. A África do Sul é um dos maiores parceiros comerciais da China na África, responsável para cerca de 20.8% do comércio chinês com o continente.

(Fontes: Agencias, Sunday Independent)

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Mensagem Conferencia cancelada, desastre mediático para Motlanthe 
Uma prevista conferência de paz e desporto foi cancelada depois de o arcebispo anglicano Desmond Tutu, protestou contra a atitude das actuais autoridades de Pretória. Vários laureados do Nobel ameaçaram boicotar o evento por causa da recusa do visto de entrada ao Dalai Lama, que segundo a imprensa local foi barrado por uma pressão da China. "A organização decidiu no espírito da paz adiar a conferência sul-africana, de modo a garantir que ela venha a decorrer quando houver condições", declarou Irvin Khoza, presidente do Comitê Organizador do Mundial de Futebol de 2010, que pretendia patrocinar o grande evento pacifista. Os laureados do Nobel pretendiam debater com o Dalai Lama a melhor forma de o futebol ser utilizado para se ajudar a combater o racismo e a xenofobia, mas tiveram de cancelar os seus planos depois de verificarem que o Governo sul-africano se submetera às pressões de Pequim e recusara o visto à mais alta autoridade do budismo tibetano. O próprio Comité do Prémio Nobel da Paz anunciou ontem que boicotaria a conferência se o Dalai Lama fosse impedido de participar na conferência. O Dalai Lama havia sido convidado a participar da conferência pelos sul-africanos Nelson Mandela (ganhador do Prêmio Nobel 1993) e Frederick de Klerk (igualmente ganhador do Prêmio Nobel 1993), o presidente President Kgalema Motlanthe e o arcebispo Desmond Tutu (que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1984). - "Mantemos nossa decisão. Nada vai mudar. O Dalai Lama não será convidado à África do Sul. Não lhe daremos um visto entre agora e a Copa do Mundo", afirmou ontem Thabo Masebe, porta-voz do presidente Kgalema Motlanthe. Mas a recusa do visto casou duras críticas em tudo o mundo e dos partidos da oposição sul-africana. Durante os últimos 24 horas houve uma demonstração exemplar do poder mediático dos activistas dos Direitos Humanos e igualmente uma resposta firme dos laureados do Nobel ao vergonhoso servilismo de Motlanthe. Gosto de agradecer a todos os que ajudaram ontem o povo tibetano, especialmente ao arcebispo e Nobel da Paz, Desmond Tutu e ao presidente Nelson Mandela.

(Fontes: Com agencias)

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Mensagem Na TV, Ministra exorta desculpas de Motlanthe ao Dalai Lama 
Barbara Hogan, a ministra sul-africana da Saúde, exortou hoje o seu próprio chefe, Kgalema Motlanthe, a pedir desculpas ao Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, por lhe ter recusado um visto de entrada para participar numa conferência sobre o papel do futebol na construção da paz mundial e harmonia entre os povos, entretanto cancelada. Os protestos dos ex-presidentes Nelson Mandela e De Klerk e do arcebispo anglicano Desmond Tutu, bem como de vários ganhadores do Óscar de Hollywood e activistas dos Direitos Humanos levaram ontem a organização a cancelar a conferência. Em declarações à televisão sul-africano, a ministra da Saúde indirectamente acusou seu próprio chefe de revelar desprezo pelos direitos humanos com atitudes como a que teve relativamente ao líder espiritual do Tibete. "O simples facto de este governo (de Kgalema Motlanthe) ter recusado entrada no país ao Dalai Lama é demonstrativo de um governo que despreza os direitos humanos", disse Barbara Hogan. A ministra desafiou em seguida o executivo a pedir desculpas à nação sul-africana e ao povo tibetano pelas suas vergonhosas acções. "Penso que o governo deveria apresentar desculpas à nação e aos cidadãos deste país porque foi em nome deles que este grande homem que tanto lutou pelos direitos no seu país foi impedido de entrar no nosso país", concluiu a responsável pela pasta da Saúde no governo de Motlanthe. O arcebispo Tutu, o neto de Nelson Mandela, chefe Mandla Mandela, e vários partidos da oposição acusaram a Presidência sul-africana de ter cedido a pressões da China para recusar o visto ao Dalai Lama. "Condeno a actuação do Governo como vergonhosa, aliás em linha com a sua actuação enquanto membro do Conselho de Segurança da ONU, o que constitui uma traição à nossa história de luta contra o apartheid", declarou o arcebispo Tutu, galardoado em 1984 com o Nobel da Paz pela sua corajosa actuação contra o regime racista que então pontificava em Pretória.

De Pequim, compreensivelmente, surgiram entretanto reacções de satisfação. "A China aplaude a posição dos governos que respeitam a sua soberania e integridade territorial, aderem à política de uma única China e opõem-se à independência do Tibete", afirmou ontem um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang. "Todos os países devem respeitar a soberania e a integridade territorial da China e se opor à independência do Tibete. Apreciamos as medidas de outros países neste sentido", adiantou. Qin Gang chamou a luta pacífica dos tibetanos contra opressão chinês, “actividades separatistas sob o pretexto da religião" Se cremos o governo chinês, o anexo do Tibete pela China foi um verdadeiro acto de caridade. Aqueles que lutam contra a discriminação de negros sul-africanos, em troca de negócios milionários traíam abertamente a luta contra a apartheid. O facto inegável é que a ocupação chinesa é praticada para explorar a população tibetano e as riquezas minerais do Tibete. Os colonizadores chineses roubam cobre, ouro, petróleo, madeira, titânio, e urânio. Eles destroem o meio ambiente e forçam homens e mulheres a trabalhar nas minas do Estado. Por isso, a opressão dos tibetanos é escravatura e exploração. Bárbaros crimes contra a humanidade no território tibetano, tolerados pelo governo de Motlanthe e seus vergonhosos cúmplices. Por isso a nossa luta contra a exclusão e marginalização do povo tibetano vai continuar. Exortamos um pedido público de desculpas de Motlanthe ao Dalai Lama.

(Fontes: SABC, agencias)

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Mensagem Governo de Motlanthe admite própria cobardia face à China 
A África do Sul admitiu hoje ter recusado conceder um visto de entrada ao Dalai Lama para não susceptibilizar a China, ao contrário das declarações que tinha feito anteriormente. O líder espiritual do Tibete tinha sido convidado para participar numa conferência sobre paz e futebol, relacionada com o Campeonato do Mundo de Futebol 2010. A conferência teve como objectivo discutir a luta contra o racismo e a xenofobia no futebol. “Neste caso específico, decidimos que os nossos interesses estariam melhor servidos se optássemos pela prioridade de não pôr em perigo as nossas relações bilaterais com a China”, declarou o porta-voz do governo sul-africano, Themba Maseko, esta quarta-feira à noite. “Não queremos que os eventos desportivos no nosso país, e em especial 2010, sirvam de tribuna a várias causas mundiais, porque tal desviaria a atenção dos acontecimentos em si”, acrescentou. O governo de Motlanthe tinha esta segunda-feira reconhecido ter recusado um visto ao Dalai Lama mas sem admitir que o tinha feito para não perturbar as suas relações com Pequim, e em vez disso invocando o interesse nacional.

(Fontes: Agencias)

Quem quer suportar a causa do povo tibetano pode participar na seguinte acção dos amigos do Tibete. http://www.petitiononline.com/SAFT108/petition.html

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Mensagem Tutu slams government over Dalai Lama 
Anglican Archbishop Emeritus Desmond Tutu has slammed both Finance Minister Trevor Manuel and the ANC government for their handling of the Dalai Lama affair. And he has disclosed the Dalai Lama's own feelings about South Africa's decision to stop his visit here this weekend, contained in a letter to Tutu. The government decision was, said the Dalai Lama, "another manifestation of one of the fundamental challenges to world peace as a whole: namely, a lack of understanding and mutual respect". "I believe religious, social and political leaders throughout the world have a responsibility to ensure principles triumph over the obsession with money and power."

In his exclusive interview with the South-African newspaper Weekend Argus Tutu referred also to Finance Minister Manuel's "belittling" comments about the Dalai Lama made at the University of Cape Town (UCT) this week. Then he thundered: "I'm ashamed of Trevor. I'm ashamed that he could reach so low." Tutu said the South-African government had "lost the plot" by letting the soccer peace conference, from which the Dalai Lama was barred, slip though its fingers. "Have you seen the publicity we've received? Leading articles in almost all the major newspapers in the world: We are dirt... people are disappointed." At UCT this week Manuel had questioned the Dalai Lama's motives for wanting to come to South Africa. He said the reason for the Dalai Lama's visit was to make "a big political statement about the secession of Tibet from China". But Tutu said: "(The Dalai Lama) has been trying for donkey's years to say, 'We don't want separation from China. All we want is autonomy to be able to live our lives as Tibetans." Tutu added: "The Dalai Lama is someone who won the Nobel Peace Prize. He was given the congressional medal of honour in the United States. Does Manuel still want to know who the Dalai Lama is?" Manuel should have explained the government's decision by pointing out that the cabinet operates on the basis of collective responsibility: "He could quite easily have said that and very few people would have taken issue with him."

Minister of Health Barbara Hogan was chastised by fellow ANC members this week for speaking out on the government's decision. But Tutu said the forthright nature of Hogan's comments had "made most people feel a little better". "I salute Barbara Hogan for her courage and her principled stance." He said the government needed "to speak the truth and say they have sold their souls".

(Sources: Cape Argus, The Star)

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Mensagem Colonialismo Chinês causa violência xenófoba 
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) e os Repórteres sem Fronteiras (RSF) condenaram hoje o uso da força pelo Governo chinês para reprimir as manifestações da população muçulmana em Urumqi, na província chinesa de Xinjiang, no noroeste do país. Em comunicado, o HRW protestou contra os abusos de direitos humanos em Xinjiang e pediu ao Governo chinês "a máxima contenção" em relação aos tumultos na capital Urumqi, em que morreram pelo menos 156 pessoas e 1.080 ficaram feridas no domingo. O governo chinês teme que o crescimento do movimento separatista, porque o Partido Comunista chinês sempre marginalizou os 8 milhões de uigures, semelhante como fez no Tibete. Em ambos países o governo de Pequim, tentou superar numericamente a população local com a instalação de milhões de chineses da etnia han. Na sequência dessa politica racista os han receberam os melhores empregos e os uigures ficaram cada vez mais marginalizados no mercado laboral. Xinjiang é uma província rica com grandes reservas de petróleo. Mas o povo dos uigures não participa naquelas riquezas. A população local permanece pobre. O resultado das discriminações foi o desenvolvimento de um movimento separatista, que entrou em contacto com grupos extremistas muçulmanos nos países vizinhos. Em paralelo, desenvolveu-se uma xenofobia crescente entre a população chinesa e população muçulmana de Xinjiang, que foi vítima de violência e detenções arbitrárias por parte da polícia chinesa. Esta situação culminou no 26 de Junho, em Shaoguan, na província de Guangdong, quando trabalhadores chineses atacam migrantes uigures, considerados “estrangeiros” naquela província chinesa, e matam dois deles. Na “caça aos estrangeiros” nas ruas de Shaoguan participam centenas de chineses armados com bastões, canos, pás e facas, que acusaram os dois uigures de terem violado mulheres da etnia han. Uma acusação que posteriormente revelou-se como um boato. Em tempos de crise financeira mundial, a população da província de Guangdong não aceita os “trabalhadores de origem estrangeira”, que lhes alegadamente só roubam os empregos e salários e causam todos os seus problemas. Um responsável do Partido Comunista de Xinjiang anunciou hoje na televisão que um recolher obrigatório estaria em vigor das 21:00 de hoje até às 08:00 de quarta-feira para evitar uma repetição das cenas de violência.

(Fontes: http://www.hrw.org/en/news/2009/07/06/china-exercise-restraint-xinjiang , http://www.rsf.org/spip.php?page=article&id_article=33724 , agencias)

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Mensagem Al-Qaeda ameaça atacar chineses na Africa 
A al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQIM) ameaçou atacar os trabalhadores e projectos chineses no norte da África, no Médio Oriente e na Arábia Saudita como retaliação pela repressão da minoria muçulmana uigure na China, revelaram ontem analistas britânicos. Segundo um relatório da empresa britânica de análise de riscos Stirling Assynt, com sedes em Londres e Hong Kong, as recentes imagens da violenta repressão policial chinesa contra a minoria uigure na Província de Xinjiang chamaram a atenção dos extremistas islâmicos, que prometeram vingar o sofrimento dos seus irmãos islâmicos. Os uígures já desde anos queixam-se do influxo dos chineses, a repressão política e religiosa. O governo chinês incentivou a “inundação” da província com chineses da etnia Han, dizem. Segundo dados oficiais, 186 pessoas morreram nos confrontos étnicos e 1680 foram feridas."A repressão dos muçulmanos na China provocou um forte impacto na comunidade jihadista. Há registo de crescentes apelos à acção contra a China e alguns destes indivíduos têm procurado activamente informações sobre os interesses da China no mundo islâmico", afirma o relatório da Stirling Assynt, adiantando que os seus analistas tiveram nos últimos dias acesso a um comunicado da al-Qaeda do Magrebe ameaçando "vingança" contra os trabalhadores e interesses da China no continente africano. Qin Gang, um porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros afirmou ontem que a ameaça está a ser levada "muito a sério" e garantiu que tudo será feito para proteger os trabalhadores chineses no estrangeiro. "Estaremos alertas aos acontecimentos e trabalharemos com outros países para adoptar todas as medidas necessárias para garantir a segurança das instituições e dos trabalhadores chineses no exterior, disse. Segundo a Stirling Assynt, outros grupos regionais da al-Qaeda poderão em breve seguir o exemplo da AQIM.

Em muitos países da África e no mundo árabe, a violência chinesa na Província de Xinjiang gerou poucas reacções, porque a China é um importante parceiro comercial. Quase todos países temem perder seus negócios lucrativos com Pequim. Só o Irão e a Turquia (país que tem relações étnicas com os uígures) são os países que criticaram abertamente os chineses. O primeiro-ministro turco, Erdogan, comparou violência chinesa no Xinjiang ao genocídio, e o ministro turco do Interior exortou seus compatriotas a não compraram produtos chineses. O governo, contudo, não planeia fazer um boicote oficial. O grande ayatollah Yussef Saanei, antigo conselheiro de Khomeini, declarou ontem que “o silêncio e a indiferença perante tais opressões sobre o povo (dos uigures) é uma imoralidade indesculpável". Também no Sudeste Asiático, a questão de Xinjiang é vista de forma critica. Muitos muçulmanos qualificam a violência chinesa contra a da minoria muçulmana uigur como opressão religiosa. Na Indonésia já ocorreram manifestações em apoio aos uigures. – Parece, que os problemas na Província de Xinjiang permanecem uma "pedra no sapato" para a China, que ainda foi declarada um dos alvos principais para um ataque de Bin Laden & Companhia. É óbvio, que o pequeno grupo do Magrebe com muito “barulho” tenta aproveitar do conflito étnico de Xinjiang.

(Fontes: agencias, stirlingassynt.com )

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Mensagem Pequim afasta líderes regionais 
O governo de Pequim demitiu ontem dois dos mais importantes dirigentes regionais da província de Xinjiang após uma nova onda de violência étnica ter feito pelo menos cinco mortos. O secretário-geral do Partido Comunista de Urumqi, do capital da província de Xinjiang, Li Zhi, e o comandante da polícia da província, Liu Yaohua foram substituídos. A agência de notícias oficial Xinhua não avançou qualquer explicação para o seu afastamento, mas este surge horas após as violentas manifestações de quinta e sexta-feira da semana passada em Urumqi, a capital regional, que causaram pelo menos cinco mortos. Os protestos, que trouxeram para as ruas dezenas de milhar de chineses de etnia han, visavam exigir maior segurança para os membros daquela etnia na sequência de uma vaga de ataques com seringas (não houve nada dentro delas, afirmam fontes oficiais), alegadamente levados a cabo pelas “forças separatistas” da etnia uigure. Os ataques, que começaram em meados de Agosto, semearam o pânico na cidade de 1,8 milhões de habitantes, ainda mal refeita dos confrontos étnicos de Julho, que causaram quase 200 mortos. A motivação por detrás dos ataques com seringas é, no entanto, desconhecida: das 531 pessoas atacadas, nem uma sequer ficou com sequelas graves, e os testes realizados não indicaram qualquer tipo de infecção nas seringas, tirando num caso em que havia vestígios de heroína. Neste sábado a situação nas ruas estava sob controlo, lojas voltaram abrir e autocarros circularam, ainda sob a vigilância de milhares de policiais.

Xinjiang, que possua de grandes reservas de petróleo e de gás, esteve habitada durante séculos pela etnia uigur, predominantemente muçulmana, até que os colonos chineses começaram a chegar à região depois da ocupação das tropas comunistas, em 1949. Após a invasão dos chineses os uigures sintam-se como estrangeiros no próprio país. A ainda minoria étnica acusa o governo chinês de reprimir e destruir sistematicamente a sua cultura, e de torturar seus membros ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo, enquanto Pequim conseguiu incluir em 2001 uma das maiores organizações uigures no exílio na lista de grupos terroristas internacionais da ONU.

(Fontes: agencias, uyghurcongress.org)

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Mensagem O governo da China fez desaparecer dezenas de uigures 
Dezenas de uigures desapareceram desde que foram presos na vaga de motins de Julho na região chinesa de Xinjiang, denunciou a organização internacional Human Rights Watch (HRW). Segundo a organização de defesa de direitos humanos, 43 homens e adolescentes foram levados em operações da polícia e desde então desapareceram sem deixar rasto. “Os casos que nós documentámos são provavelmente apenas a ponta do icebergue”, afirmou Brad Adams, o director da HRW para a Ásia ontem em Nova Iorque. O grupo pediu explicações ao regime chinês. Mas o governo da China recusou responder a quaisquer perguntas sobre os detidos (na óptica de Pequim, separatistas e terroristas com ligações a Al Qaeda). A violência entre os grupos étnicos uigur e han na região de Xinjiang, em Julho passado, fez cerca de 200 mortos e mais de 1.700 feridos. Os membros da etnia uigur são tradicionalmente maioritários na região de Xinjiang, mas políticas de migração levaram um grande número de hans para a província nas últimas décadas. O governo chinês reprime os oito milhões de uigures para calar suas demandas de autonomia e igualdade de direitos, disse a HRW. A situação na região de Xinjiang não é deferente da do Tibet, onde o governo controla a religião e a minoria étnica, acrescentou a organização. Num relatório sobre os desaparecidos, a HRW descreve como a polícia realizou buscas em duas zonas habitadas pelos uigures logo depois dos motins. “De acordo com testemunhas, as forças de segurança selaram bairros inteiros em busca dos jovens uigures.” Segundo a organização, a maioria dos que foram detidos tem cerca de 20 anos, mas os mais jovens terão entre 12 e 14 anos. Em muitos casos, as famílias não conseguem descobrir o que lhes aconteceu. “Fazer desaparecer pessoas não é o comportamento de países que aspiram à liderança global”, declarou o director da HRW para a Ásia. O que é vero. A táctica de fazer desaparecer pessoas ligadas a actos de resistência já foi praticada nas ditaduras da América Latina.


(Fontes: agencias, http://www.hrw.org/en/news/2009/10/20/china-detainees-disappeared-after-xinjiang-protests )

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Mensagem AI: Exigirmos a libertação imediata de Liu Xiaobo 
O activista dos direitos humanos e assinante da “Carta 08” em favor de reforma política e jurídica na China, Liu Xiaobo no dia de Natal (hoje) foi condenado a 11 anos de prisão por “subversão”. Liu, 53, foi preso no mês de Junho de 1989. O julgamento desta semana, refere-se a “Carta 08”, assinada no ano passado pelo activista e por cerca de 300 dissidentes e que exigem o respeito dos direitos humanos, a liberdade de expressão, a protecção do meio ambiente e a instauração de eleições para um país "livre, democrático e constitucional". A condenação de Liu é mais um exemplo como as autoridades chinesas utilizam o código penal para neutralizar activistas dos direitos humanos. Ser condenado pelo mero exercício dos direitos constitucionais à liberdade de expressão não é assunto interno do regime totalitário da China. Os Direitos Humanos são normas universais, que permitam à humanidade viver em respeito mútuo e dignidade na Terra. Por isso é um direito universal de todos nos.

Liu Xiaobo, que é um ex-professor de Literatura da Universidade de Pequim, já foi detido arbitrariamente duas vezes devido aos seus artigos e ao seu apoio ao movimento em favor da democracia em 1989, permanecendo detido por vários anos. Afastado da universidade, ele integrou a associação de escritores PEN China. Seus livros não são publicados na China mas fazem sucesso em Hong Kong. Com a condenação de Liu Xiaobo o Presidente chinês, Hu Jintao e o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, mais uma vez ridicularizam os direitos humanos. De facto, quando se trata dos direitos humanos, cada vez mais entram numa retórica Maoísta, acompanhada de propaganda simplista. O injusto e parcial julgamento, sem dúvidas vai alimentar mais à publicidade negativa sobre o regime totalitário. Temos a esperança que os investidores estrangeiros se distanciam das políticas de Liu Xiaobo e Hu Jintao e avaliam as potenciais consequências, especialmente em termos de danos na reputação e ética. Igual do que os investidores decidem, China vai enfrentar uma onda de protestos e críticas de activistas dos DH em todos os continentes. "Foi uma perversão da Justiça. Foi uma acusação injusta, foi um julgamento injusto e uma sentença injusta, devida a natureza altamente política do caso", disse hoje Nicholas Bequelin, representante da Human Rights Watch (HRW) na Asia. "Em muitas ocasiões, quem critica o Partido Comunista de China paga com prisão", lamentou. Por seu turno, a organização Amnistia Internacional (AI) em Hong Kong também reagiu rapidamente. A Amnistia condenou fortemente a sentença de Liu Xiaobo e "o julgamento sob pretexto da segurança do Estado, para penalizar activistas dos direitos humanos pelo mero exercício do direito de livre expressão. Por isso exigirmos a libertação imediata de Liu Xiaobo”, sublinhou a AI.

(Fontes: agencias, amnesty.org.hk, hrw.org)

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Mensagem Herta Müller propõe Liu Xiaobo para Prémio Nobel da Paz 
A escritora romeno-alemã Herta Müller (56), Nobel da Literatura de 2009, defende que o prémio de Nobel da Paz de 2010 deve ser dado ao defensor dos direitos humanos Liu Xiaobo, condenado a 11 anos de prisão, por ter defendido a democratização da China, subversão na óptica do Governo chinês. No dia 3 de Fevereiro de 2010, Herta Müller escreveu uma carta ao Fundação Nobel onde alega que “Liu Xiaobo, (igualmente escritor e crítico literário) merece o Nobel da Paz, porque manteve a defesa da liberdade de cada ser humano, apesar das ameaças do regime da China, sabendo que, com isso, colocaria a sua vida própria vida em perigo. Um Prémio Nobel para esta maravilhosa pessoa seria muito bom porque iria ajudar, e Liu Xiaobo merece”, sublinha Müller na sua carta dirigida ao Fundação Nobel.

A campanha mundial a favor de Liu Xiaobo já começou em finais de Janeiro de 2010, quando o líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, o arcebispo sul-africano e Prémio Nobel da Paz, Desmond Tutu e o escritor e ex-presidente da Checoslováquia, Václav Havel pediram ao Fundação Nobel que o Prêmio da Paz seja concedido ao defensor dos direitos humanos. Os autores da carta afirmam que "as ideias que Liu e seus colegas deixaram escrito em Dezembro de 2008 são ao mesmo tempo universais e de todas as épocas". Os autores do texto se referem ao manifesto político "Carta de Direitos 08 ", divulgada em 10 de Dezembro de 2008, no qual Liu e outros 303 artistas e intelectuais pediam reformas democráticas na China, como a liberdade de imprensa, a independência da justiça, a liberdade de associação e reunião e o fim do sistema de partido único. O Movimento da "Carta de Direitos 08 ", já recolheu 10 mil assinaturas pela democratização da China.

(Fontes: agencias, perlentaucher.de)

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Mensagem Protesto contra a prisão do dissidente chinês Tan Zuoren 
Tan Zuoren (55), escritor e activista de direitos humanos da cidade de Chengdu, acusado de subversão por querer contabilizar as crianças desaparecidas nas escolas destruídas durante o devastador sismo de 2008 na região montanhosa de Wenchuan, na província chinesa de Sichuan, foi condenado nesta terça feira a cinco anos de prisão. O dissidente chinês foi detido no 28 de Março de 2009 por ter compilado uma base de dados e planejado publicar uma lista com os nomes de alunos que morreram durante o sismo devidas as irregularidades na construção das escolas, causando a morte de 5.335 crianças. Mesmo muitos pais e sobreviventes da tragédia acusam o governo da província de Sichuan de negligência e corrupção durante a construção das escolas de péssima qualidade. O Partido Comunista mostrou irritação com cidadãos que procuravam fazer valer os seus direitos por meio de queixas públicas e dos tribunais. Os advogados dos queixosos foram alvo de brutais espancamentos pela Policia ou tiveram suas licencias suspensas ou não renovadas, activistas dos direitos humanos têm sido detidos. Zuoren se declarou inocente perante o tribunal de Sichuan, mas o tribunal o declarou culpado, informou sua mulher. Tan Zuoren não fez nada errado. Dezenas de milhares de apoiantes dele em todo o mundo vão hoje exigir às autoridades chinesas a libertação incondicional e imediata do activista de direitos humanos. Expressamos aqui a nossa solidariedade com o dissidente chinês, condenado por exercer seu direito a livre expressão. Protestos podem ser dirigidos a:

Sua Excelência
o Primeiro-Ministro Wen Jiabao Guojia Zongli
The State Council General Office
2 Fuyoujie
Xichengqu
Beijingshi 100017
República Popular de China
Fax: +86 10 65961109 (c/o Ministério dos Negócios Estrangeiros)

Excelentíssimo Senhor
Governador da Província de Sichuan
Jiang Jufeng Shengzhang
Sichuansheng Renmin Zhengfu
30 Duyuanjie
Jinjiangqu
Chengdushi 610016
Sichuansheng,
Republica Popular da China
Fax: +86 28 84356784, 84356789 ou 86604036
(c/o MNE do Governo Popular da Província de Sichuan)
E-mail: adslscsf@mail.sc.sinifo.net

Embaixada da Republica Popular da China
Avenida Kenneth Kaunda, N 1096
Maputo
Caixa Postal: 2545 Maputo
Fax: +258-21-490306
E-mail: mz@mofcom.gov.cn

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Mensagem Chineses estão furiosos com recepção ao Dalai Lama 
O Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos no exílio, será recebido amanha na Casa Branca pelo presidente Barack Obama. "O Dalai Lama é uma figura cultural e religiosa respeitada no mundo inteiro, e é nesta condição que o presidente irá recebê-lo", anunciou um porta-voz do governo americano. O Dalai Lama declarou ontem estar feliz por se encontrar amanhã com o Presidente norte-americano As autoridades chinesas exigiram que o líder espiritual tibetano não fosse recebido ao mais nível nos Estados Unidos, afirmando que isso prejudicaria “gravemente” as relações entre Washington e Pequim, mas Obama manteve a intenção de receber o Nobel da Paz. Na óptica do governo chinês, o Dalai Lama, que vive na cidade de Dharmsala, norte da Índia, há mais de meio século, "é o líder de um grupo separatista e não uma figura meramente religiosa". Se o líder norte-americano escolher encontrar o Dalai Lama nesta altura, isso ameaçará certamente a confiança e a cooperação entre a China e os Estados Unidos", disse Zhu Weiqun, do Comité Central do Partido Comunista chinês. A China acusa o Dalai Lama de defender a libertação do Tibete da administração chinesa, o que o líder espiritual tibetano desmente. O Dalai Lama pede mais autonomia pelo povo tibetano. “Não somos contra a China nem contra o governo chinês”, declarou o Dalai Lama. Um dia depois sua reunião com o presidente americano, o Dalai Lama receberá na Biblioteca do Congresso o prestigioso Premio “A Serviço da Democracia” da Fundação Nacional dos Estados Unidos para a Democracia (National Endowment for Democracy, N.E.D.).

(Fontes: agencias, whitehouse.gov/the-press-office, ned.org)

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