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A crueldade zimbabweana e a hipocrisia dos vizinhos
Autor Mensagem
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Mensagem Political Violence in Epworth 
Zimbabwe Human Rights NGO Forum
Statement on Political Violence in Epworth
Date: 26 Feb 2010

The Zimbabwe Human Rights NGO Forum (the Forum) unreservedly condemns in the strongest of terms the violence that erupted in Epworth on Sunday 21 February 2010. The violence erupted in Epworth's Wards 4, 6 and 7 at an MDCT organized rally on the constitutional making process. It is alleged that ZANU PF youth militia attacked MDCT supporters who had gathered for the rally. The militia is reported to have used a variety of weaponry during the attack.

Reported incidences point to a new wave of interparty violence resulting largely from the bickering within the GNU. Epworth victims were assaulted, beaten and some had their houses and property destroyed. This was followed by allegations that ZANUPF supporters were also attacked and some seriously injured by suspected MDCT supporters at a firewood project on the same day.

The Forum expresses its disappointment at the continued existence of militia bases and the alleged reopening of such bases in Epworth and other parts of the country.In the past such bases have been used to organize, direct and execute violence against known or perceived opponents of ZANU PF. The Forum therefore calls for the dismantling of these and torture bases. We urge the responsible authorities to quickly put a stop to political violence and to bring the perpetrators to justice.

In Article 18 of the Global Political Agreement (GPA), the parties recognized that "violence dehumanizes and engenders feelings of hatred and polarization." The reported violence undermines the ongoing efforts on nation building and in particular, national healing and reconciliation. The Forum implores the parties to the GPA to promote the values and practices of tolerance, to do everything to stop and prevent all forms of political violence and to take positive measures to ensure compliance with the provisions of the GPA. Ends//

Members of the Zimbabwe Human Rights NGO Forum:
- Amnesty International (Zimbabwe)
- Catholic Commission for Justice and Peace (Zimbabwe)
- Gays and Lesbians of Zimbabwe
- Justice for Children Trust
- Legal Resources Foundation
- Media Institute of Southern Africa (Zimbabwe)
- Media Monitoring Project Zimbabwe
- Nonviolent Action and Strategies for Social Change
- Research and Advocacy Unit
- Students Solidarity Trust
- Transparency International (Zimbabwe)
- Women of Zimbabwe Arise
- Zimbabwe Association for Crime Prevention and the Rehabilitation of the Offender
- Zimbabwe Association of Doctors for Human Rights
- Zimbabwe Civic Education Trust
- Zimbabwe Human Rights Association
- Zimbabwe Lawyers for Human Rights
- Zimbabwe Peace Project
- Zimbabwe Women Lawyers Association

Source: http://www.hrforumzim.com/frames/inside_frame_press.htm

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Mensagem Obama renovou as sanções contra Mugabe e seus cúmplices 
O presidente norte-americano Barack Obama renovou na segunda-feira por mais um ano as sanções da sua administração contra o ilegítimo presidente Mugabe e outras personalidades do país, pois as actividades das pessoas visadas continuam "a constituir uma invulgar e extraordinária ameaça à política externa dos Estados Unidos da América". Numa mensagem enviada ao Congresso, Obama sublinhou que "a crise que resulta das actividades e políticas de certos membros do governo do Zimbabué e de outras pessoas visando prejudicar os processos democráticos e as instituições, não foi resolvida". "Por estas razões, decidi que era necessário manter em vigor estas sanções para responder a esta ameaça", acrescentou o presidente. O Ex-Presidente George W. Bush impôs sanções contra o regime de Harare em 2003, que prolongou em 2005 e 2008. As sanções abrangem Mugabe e seus cúmplices bem como empresas que financiam a ZANU-PF. Washington fez saber que nunca apoiará um governo que mantenha Mugabe como presidente, devida a sua brutal campanha de violência contra supostos apoiantes e membros do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) nas vésperas da segunda volta das presidenciais. Os EUA acusam Mugabe de ter sabotado a eleições livres e igualitárias no dia 27 de Junho de 2008 para se manter no poder.

(Fontes: agencias)

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Mensagem Mugabe planeia expropriação através de impostos e multas 
Depois da independência em 1980, o Governo do Zimbabué assinou e ratificou vários acordos bilaterais sobre a promoção e protecção mútua de investimento. A nova Lei de Indigenização e Empoderamento (Indigenisation and Empowerment Act), em vigor desde 1 de Marco de 2010, exige que zimbabueanos indígenas assumam o controlo de 51 por cento de todas as empresas estrangeiras que laboram no país, incluindo as minas e os bancos. “Os negócios que não tiverem 51 porcento de capital em nome de cidadãos negros deverão apresentar, no prazo de 45 dias a partir de 1 de Março, um plano para se adequar à exigência”, ressaltou o jornal oficial “The Herald”. O Ministro Ministro de Indigenização, Saviour Kasukuwere, ordenou aos responsáveis de firmas estrangeiras a apresentar respectivos planos. "Nossa política de Indigenização, como a reforma agrária, é destinado a corrigir os desequilíbrios históricos na distribuição de nossos recursos", assistiu Mugabe seu ministro. As empresas dentro de um prazo máximo de cinco anos devem ceder a maioria do capital aos sócios negros, chamados zimbabueanos indígenas, disse a controversa lei. Diversos tipos de negócios estão entre as unidades económicas afectadas pela legislação ainda em vigor, mesmo empresas alegadamente protegidas de acordos sobre a promoção e protecção mútua de investimento. Em quase todos acordos entre o Zimbabué e as nações estrangeiras existem disposições que permitem a expropriação ou nacionalização de empresas estrangeiras por força da lei (por exemplo a lei da Indigenização e Empoderamento) e no interesse público (dos chamados zimbabueanos indígenas). Mas legalmente fazível é este processo só com a pronta, adequada e efectiva indemnização dos investidores. Exactamente aqui reside o problema para o regime de Mugabe, porque os potenciais investidores, tipo zimbabueano indígena, raramente possuem de dinheiro suficiente para comprar os 51 por cento do capital das empresas estrangeiras. De acordo com fontes do Ministério de Indigenização (MI) existem planos para um "financiamento antecipatório" das respectivas participações através de um sistema de sanções financeiras, incluindo a imposição de multas diárias e impostos suplementares aos investidores estrangeiros que não cumprem a lei. Com o tempo, o impedimento (temporário ou permanente) das actividades económicas bem como ameaças da confiscação, as multas e os impostos podem gerir o capital necessário pelos investimentos da ZANU-PF, evitando assim os riscos inerentes à uma expropriação obvia dos investidores estrangeiros com possíveis efeitos colaterais. Este tipo de “financiamento” pode ser legal em termos dos acordos bilaterais sobre a protecção de investimentos, mas não deixa de ser roubo. A lei racista de facto é a base pela promoção do nepotismo em posições executivas e de remunerações excessivas, contribuindo assim pela fuga de investidores. Mugabe e seus ministros obviamente pensam que os brancos investem no mercado de capitais para depois serem roubados pelo Ministério de Indigenização.

(Fontes: agencias, membros da ZANU-PF)

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Mensagem Mugabe mais uma vez fragilizou o poder do MDC no governo 
Sem consultações prévias com o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai o ilegítimo presidente Mugabe decretou uma remodelação das funções e responsabilidades ministeriais de Nelson Chamisa, obviamente para fragilizar o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), informou na última sexta-feira (5) o jornal estatal “The Herald”. Com efeito imediato, o Ministro da Informação e Tecnologia e das Comunicações, Nelson Chamisa, perdeu todas as suas funções pelo sector das telecomunicações ao ministro dos Transportes, Nicholas Goche. Para mais fragilizar o partido de Tsvangirai, foi transferido ao gabinete da Presidência da República a intercepção de comunicações telefónicas e informáticas para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Uma função, que de facto sempre foi executada pela Central Intelligence Organisation (CIO). Num ataque que visa enfraquecer o MDC, já no ano passado Mugabe decretou a remodelação das funções ministeriais de Nelson Chamisa. “Estava realmente chocado", reagiu Chamisa. Eu não posso ser um verdadeiro ministro sem quaisquer responsabilidades. Não podemos ter uma situação em que o Ministro Goche tem a responsabilidade de assinar e mandar publicar vinte leis e eu não tenho nenhuma responsabilidade. Isso é inaceitável", adiantou o ministro. - Tendai Biti, Ministro das Finanças e secretário-geral do MDC, condenou o acto "hostil" de Mugabe, dizendo que “não é o direito unilateral" do presidente, mas sim a responsabilidade comum dos líderes dos dois partidos de decidir sobre a remodelação das funções e responsabilidades ministeriais. "Esse negócio de castrar nossos ministérios (aqueles do MDC), não pode acontecer. Nunca vamos aceitar isso", disse e secretário-geral do MDC. O primeiro-ministro Morgan Tsvangirai já no ano passado qualificou o respectivo decreto presidencial como “acto nulo, sem valor legal”. Tsvangirai anunciou ontem durante uma reunião na cidade de Chitungwiza, cerca de 30 quilómetros ao sul da capital, que está pronto para as próximas eleições. O primeiro-ministro pediu uma força regional de paz e da União Africana para assegurar que as próximas eleições legislativas e presidenciais serão pacíficas. "Vamos trazer observadores estrangeiros para as eleições", disse Tsvangirai a seus partidários e adiantou: "nós queremos uma força de paz para que possamos ter um ambiente livre e justo e assim manter nosso povo livre para que vote. Podemos usar forças da União Africana e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral para manter a ordem durante o período eleitoral. Não queremos eleições violentas, queremos eleições livres e justas."Na semana passada, o tirano Mugabe declarou que ele será o candidato do seu partido nas eleições, cuja data ainda não foi marcada.

(Fontes: agencias, zimdaily.com, zimonline.co.za, hararetribune.com, zimtelegraph.com)

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Mensagem Jestina Mukoko, uma das mulheres corajosas do mundo 
A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, condecoram ontem a activista dos direitos humanos e directora da ONG Zimbabwe Peace Project (ZPP), Jestina Mukoko, com o prestigioso Prémio "2010 International Women of Courage Award” (IWOC, Prémio 2010 Internacional Mulheres de Coragem). O prémio foi criado em 2007 pela predecessora de Clinton, Condoleezza Rice, para honrar cada ano as dez mulheres mais corajosas do mundo na luta pelos Direitos das Mulheres, mulheres heróicas que nunca desistirem, apesar das dificuldades que enfrentam, como por exemplo perseguição, assaltos, raptos, tortura, violação, detenção ou exílio forçado. As dez premiadas de 2010 são: Shukria Asil (Afeganistão), Shafiqa Quraishi (Afeganistão), Androula Henriques (Chipre), Sonia Pierre (República Dominicana), Shadi Sadr (Irão), Ann Njogu (Quénia), a doutora Lee Ae-ran (República de Coreia), Jansila Majeed (Sri Lanka), a freira Marie Claude Naddaf (Síria) e Jestina Mukoko (do Zimbabué). Todas têm em comum o empenho pela defesa dos Direitos das Mulheres. As galardoadas recebem o prémio das mãos de Hillary Clinton na sala Benjamin Franklin do Departamento de Estado. Antes a cerimónia de entrega dos prémios, Michelle Obama fez o discurso de abertura. Durante a cerimónia de entrega do prémio, Jestina Mukoko (com vestido muito chique e elegante) foi uma das galardoadas mais aplaudidas pela primeira-dama. Michelle Obama abraçou Jestina Mukoko e agradeceu a activista por seus esforços extraordinários na luta incansável pelos Direitos Humanos e Direitos das Mulheres.

(Fontes: agencias, http://www.state.gov/s/gwi/iwoc/2010/index.htm)

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Mensagem GUN viola os direitos sindicais e convénios da OIT 
Michael Sommer, presidente da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) efectuou uma visita de quatro dias ao Zimbabué, onde houve encontros com o primeiro-ministro do país, Morgan Tsvangirai e os seus homólogos do Congresso dos Sindicatos do Zimbabué (ZCTU). Ontem, numa conferência de imprensa em Harare, Sommer lamentou o desrespeito da legislação sindical e da liberdade sindical no Zimbabué por parte do governo. O presidente da Confederação dos Sindicatos da Alemanha acusou o governo de Tsvangirai de negligenciar os direitos fundamentais dos sindicatos. Os dirigentes e activistas sindicais estarem entre as principais vítimas de perseguição, repressão, ameaças de morte, prisões arbitrárias, espancamentos, tortura e outras agressões, lembrou Sommer. Houve casos graves de abusos da lei sindical, e foi notória a dificuldade que os dirigentes sindicais encontram para exercerem a sua actividade, lamentou Sommer. O presidente da DGB mostrou todo seu descontentamento com a passividade do governo perante a crescente repressão contra os sindicalistas. “Estou profundamente preocupado com a deterioração significativa da situação durante as ultimas quatro semanas”, disse. Sommer relembrou ao governo de Tsvangirai o seu dever de cumprir os Direitos do Homem e os direitos de sindicatos. O presidente da DGB mostrou-se particularmente preocupado com a situação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, sindicalistas do sector agrário que foram sujeitos a repressões policiais até ameaças de morte. Com a cumplicidade de elementos do governo, agentes da Policia e membros dos serviços secretos violam os direitos dos trabalhadores rurais, particularmente de Gertrude Hambira, Secretaria-geral da União Geral de Trabalhadores da Agricultura e Cultivo do Zimbabué (GAPWUZ), que em Março de 2010 foi forcado de fugir para Africa do Sul. O governo inclusivo deve pôr fim à perseguição de sindicalistas e a repressão policial, exigiu Sommer. “Isto é inaceitável. A liberdade de associação e a liberdade sindical são direitos básicos que devem ser respeitadas por cada sociedade democrática,” declarou Sommer, igualmente Vice-Presidente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Sommer prometeu tematizar as violações dos direitos sindicais e dos convénios da OIT na próxima reunião do Conselho de Administração em Genebra.

(Fontes: agencias, m&c, earthtimes.org, dgb.de)

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Mensagem Membro sênior do MDC acusa Zuma de ser cúmplice 
O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, transformou-se em um cúmplice de Mugabe, declarou ontem em entrevista telefónica um membro do presídio do Movimento para a Mudança Democrática (MDC). Zuma, na sua qualidade de mediador da SADC, de facto decidiu conviver com a tirania. Sob pretexto da mediação, o Presidente sul-africano ganhou mais tempo pelo regime da ZANU-PF. Por isso muitos partidários de Tsvangirai, considerem Zuma mais parte do problema. O MDC não pode continuar refém dos dirigentes da Africa Austral, que na sua maioria apoiam seu velho amigo do tempo da libertação e negam aos zimbabueanos seus direitos mais básicos, dizem. Nas últimas semanas, Mugabe retirou tarefas a vários ministros do MDC e reforçou as funções dos ministros da ZANU-PF. “Respeitamos o povo sul-africano, mas não respeitamos a política de apaziguamento do presidente Zuma, aceitando quase todas as exigências de Mugabe em relação aos ministérios. “Para manter as relações privilegiadas entre os dirigentes da África Austral, ele (Zuma) preferiu seguir o exemplo de Mbeki e tolerar a tirania de Mugabe”, disse uma das principais vozes do MDC. A sua opinião baseia-se na avaliação de desempenho do chamado “facilitador” da comunidade, respectivamente a discrepância entre os resultados proclamados e realizados. Progressos mensuráveis na resolução dos problemas ligados a implementação total do acordo político global não foram feitos, disse o membro sênior do MDC. A única solução para pôr fim ao actual impasse é a realização de eleições livres e justas sob observação e protecção da comunidade internacional, para evitar uma repetição da violência sangrenta de 2008, sublinhou. - Começaram hoje três negociações separadas de Zuma com os principais protagonistas do governo inclusivo, Mugabe, o Primeiro-Ministro Morgan Tsvangirai o Vice-Primeiro-Ministro Arthur Mutambara.

(Fontes: agencias, membro do mdc.co.zw)

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Mensagem Tsvangirai: “Não fizemos, ainda, qualquer tipo de progresso” 
Segundo a “Coligação Crise no Zimbabué” (Crisis in Zimbabwe Coalition), uma ONG, que congrega mais do que 350 organizações da sociedade civil, critica discussão prematura sobre eleições legislativas e presidências no Zimbabué. Recentemente Mugabe e seu rival do Movimento para a Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai, declaram, em uníssono, que estão prontos para a realização de novas eleições em Fevereiro de 2011, com ou sem uma nova constituição e reformas democráticas previas. Desta forma praticamente todos os níveis do processo eleitoral permanecem sob controlo dos ministros da ZANU-PF, incluindo a fase preparatória, a votação e a fase pós eleitoral. Uma eleição prematura oferece perigos que precisam de ser evitados com reformas anteriores e um consenso político sobre as instituições e normas democráticas do futuro, como por exemplo a Comissão Eleitoral independente, o registo actualizado dos partidos, candidatos e eleitores, o acesso equitativo aos média públicos, a legislação eleitoral bem como a alocação de fundos aos partidos políticos. Sem uma nova constituição e reformas democráticas se repetem a violência politica, a intimidação e perseguição dos candidatos e eleitores da chamada oposição (MDC), receia a “Coligação Crise no Zimbabué”. A realidade politica no Zimbabué mostra que no país não existem condições para a realização das eleições livres e justas. A Coligação acusa o Governo inclusivo de ter falhado implementar as reformas democráticas prometidas. As organizações da sociedade civil temem que as eleições previstas para 2011 só venham a ter lugar em 2012 ou 2013. Estes receios ecoam um comentário que Tsvangirai fez antes da viagem de Jacob Zuma, a Harare: “Não fizemos, ainda, qualquer tipo de progresso ou reformas democráticas que foram as principais razões para a entrada nesta nova administração”, declarou Tsvangirai, quase a confissão de incapacidade do seu governo. - Aqui é o texto completo da Crisis in Zimbabwe Coalition em Inglês:

Crisis in Zimbabwe Coalition
Call for elections, premature

Zimbabwe's two main political parties, ZANU PF led by President Robert Mugabe and the Movement for Democratic Change (MDC) led by Prime Minister, Morgan Tsvangirai have highlighted that they are ready for elections with President Mugabe stating that the country would go to the polls in February 2011 when the lifespan of the inclusive government comes to an end, with or without a new constitution. The two principles are calling for elections yet reality on the ground reveals that the administrative framework and contextual environment necessary for holding democratic, free and fair elections, is highly compromised owing to failure by the inclusive government to implement democratic reforms. Some of the issues prejudicing the holding of democratic elections are; the skewed voter's roll, lack of independence of the Zimbabwe Electoral Commission (ZEC) and the Delimitation Commission, the existence of repressive laws and the volatile political environment. The administration of Zimbabwe's elections is done by ZEC, the office of the Registrar General and the Delimitation Commission. Instead of operating independently and safeguarding the vote of citizens, these institutions remain politically compromised owing to their composition. The Registrar General's office, responsible for updating the voter's roll and conducting voter registration, has proved its incompetence as evidenced by multiple entries in the voter's roll and existence of ghost voters. A research conducted by the Research and Advocacy Unit (RAU) revealed that there are 134 202 voters above the age of 90 registered in Zimbabwe. In countries with an aging population like Japan, this could be deemed normal but in a country like Zimbabwe ravaged by the AIDS pandemic, acute poverty and life expectancy of 34 and 37 for females and males respectively, this statistic is misleading. Evidently, there are ghost voters in the database who have been used over the years as an instrument to rig elections.

Without a proper audit of the voter's roll, delimitation of constituency boarders cannot be determined as it is determined by the number of voters in each area. During the 2008 elections, farms were marked as constituencies while some people in Harare North constituency used communal proof of residence although they were not resident in those areas. In 2008, it took ZEC one month to release all the Presidential and Parliamentary results despite the fact that in past elections, results would be released within two days after polls close. It is widely believed that during the one month period, the electoral commission was doctoring results to avoid a clear opposition win. The impartiality of the offices which run elections in Zimbabwe is largely influenced by the appointment process which is done by the incumbent President, who is also a candidate in the elections. This means that whatever decisions reached are influenced by the President.

Contrary to expectations from a broad church of Zimbabweans that the political environment would improve following the birth of an inclusive government, little change has been experienced due to failure to conduct institutional and legislative reform. Reformation of state institutions accused of fanning violence in the run up to the June 2008 Presidential election run-off has not taken place with cases of state sponsored violence re-emerging mostly in rural areas. There have been reports of uniformed forces in Chegutu, Masvingo, Matebeland North, Matebeleland South and Manicaland campaigning for the controversial Kariba draft and threatening MDC supporters with assault. The late Masipula Sithole in a research conducted after the 2000 elections noted that ZANU PF had won because of the “margin of terror” as opposed to the “margin of error”. The same happened with the June 27th, 2008 Presidential run-off election and could happen if the country goes to the polls in 2011 without destroying the infrastructure of violence.

Legislative reform, which was supposed to be at the top of the inclusive government's agenda, is still far from being carried out. Repressive laws including the Public Order and Security Act (POSA) which mandates people to acquire police clearances for meetings and the Access to Information and Protection of Privacy Act (AIPPA) which limits the freedom to access information remain an impediment to democratic reforms in the country. POSA was used during the March 2008 campaign period to disallow the MDC, from holding rallies. The police have, over the past months intensified the use of this draconian piece of legislation by arresting MDC supporters who conduct meetings without clearances thereby negating their freedoms of association and expression. One of the most notorious pieces of legislation, the Presidential Power's Temporary Measures Act, gives the President power to make executive decisions without consulting Parliament. In the March 2008 elections, the act was used to allow police officers to assist the disabled in voting despite amendments made to the Electoral Act by the MDC and ZANU PF. The same law could be used to further amend the Electoral Act to suite ZANU PF ultimately leading to compromised election results.

The public media particularly The Herald and the state broadcaster, Zimbabwe Broadcasting Cooperation (ZBC) ideally owned by the people of Zimbabwe have been used as a ZANU PF propaganda tools, elevating the party's top officials and denigrating other political players and critics of the government. Despite making assurances that the public media would be used in a non-partisan manner, nothing has improved more than one year after the consummation of the inclusive government.

The importance of a new constitution during Zimbabwe's transitional phase cannot be underestimated. Over a period of 28 years, a record 18 amendments were made to the constitution, before the 19th amendment which legalised the inclusive government. These amendments were made, not to improve its content but to create an omnipotent President, answerable to only himself. The flawed constitution coupled with a Presidential Powers Act gives the President power over any processes which take place in Zimbabwe including the elections. The need for a new, democratic constitution before the elections is premised on the need to create an enabling environment with regards to the administration of the elections and the reformation of key state institutions which are used to dictate Zimbabwe's political course.

To call for elections when very little has changed in the administrative and political environment is tantamount to robbing the people of Zimbabwe of their right to choose their leaders in a conducive environment. Before the inclusive government begins contemplating elections, they should put in place measures to ensure that the country transits to democracy ultimately resulting in more transparent elections. Zimbabweans are a people devastated by years of political turmoil under a ruthless regime and yearning for change. There is thus need for the government to reform key state institutions, repeal repressive laws and put an end to politically motivated violence before the holding of fresh elections.

(Fontes: Crisis in Zimbabwe Coalition, agencies)

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Mensagem Zuma fez um passo para frente, dois passos para trás 
Onde já se viu um ladrão devolver o que roubou? Possivelmente ontem em Harare. Mugabe devolveu involuntariamente importantes funções, tarefas e competências, que no início do mês roubo dos ministros do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) através de um decreto presidencial. Se não houvesse a intervenção do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, os ministros da ZANU-PF teriam usufruído da acção unilateral de Mugabe. De acordo com o Acordo Politico Global, paragrafo 20.1.3 (l), o presidente somente após de consultas previas com o Primeiro-Ministro (Morgan Tsvangirai) pode atribuir, mudar ou retirar um portfólio ministerial, seja em partes ou por inteiro. Segundo fontes do MDC e entrevistadas de hoje por telefone, permanecem serias preocupações sobre o ambiente violento das auscultações públicas sobre a nova Constituição (conduzido pelo povo ou pela violência da ZANU-PF?), a realização de um referendo e a implementação de reformas democráticas, como precondições para novas eleições livres e justas em Abril de 2011. De acordo com as mesmas fontes, Mugabe fez algumas concessões cosméticas na área do pessoal, particularmente em relação a nomeação dos governadores das províncias e a demissão imediata do controverso Procurador-Geral (PGR), Johannes Tomana, responsável pela perseguição selectiva de activistas e membros do MDC e proeminentes defensores dos Direitos Humanos. Mais uma vez não houve nenhum acordo entre os partes sobre a dissolução do criminoso Comando Operacional Conjunto (JOC), dirigido por Emmerson Mnangagwa, um dos potenciais sucessores de Mugabe. Igualmente não houve um acordo sobre a dissolução das brutais milícias e veteranos de guerra da ZANU-PF (cerca de 13.000 milicianos e 40.000 veteranos), todos pagos através fundos do Estado. De acordo com as mesmas fontes, Mugabe, Tsvangirai e Mutambara acordam que o governador do Banco Central do Zimbabué, Gideon Gono, podia permanecer no cargo até o fim do seu mandato, sob forte critica (interna) do ministro de Finanças, Tendai Biti. Parece, que o ministro receia que seus esforços na busca de ajuda financeira continuam a fracassar. Mas de acordo com Zuma as negociações foram frutíferas. O tempo é elemento chave da sua mediação. Mugabe ganhou tempo e o Presidente sul-africano perdeu confiança, aparentemente não só aquela do povo zimbabueano, como mostram as manifestações dos pobres nos arredores de Joanesburgo.

(Fontes: agencias, várias fontes do mdc.co.zw)

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Mensagem Repressão policial causou fim da exposição sobre a tortura 
Esta semana a Associação dos Direitos Humanos do Zimbabué (ZimRights), com sede em Harare, abriu uma exposição de fotografias, textos e gráficas de tortura, crimes horríveis contra a humanidade cometidos por agentes da polícia e da segurança, as milícias e veteranos de guerra da ZANU-PF, que continuam até hoje impunes. Durante a secunda volta das eleições presidenciais de 2008 a tortura de supostos activistas, eleitores e membros da oposição foi a regra mais do que a excepção. Em campos de tortura, esquadras da policia, prisões e bases militares os torturadores causaram sofrimento grave, quer físico quer psíquico, com o consentimento do regime de Mugabe e a tolerância cúmplice da SADC, com o fim de intimidar, humilhar, degradar, coagir, castigar, ou obter uma confissão ou informação. Na tarde de terça-feira, um dia antes da abertura da exposição, a polícia, sem qualquer mandado, invadiu a Galeria Delta em Harare, fez uma busca e confiscou 65 fotografias de tortura porque alegadamente mostraram nudez clínica, ossos quebrados, feridas horríveis e corpos não identificados. Também detiveram o director executivo da ZimRights, Okay Machisa. Mas isso não significou o fim prematuro da exposição “Reflexões”. Na quarta-feira, a polícia, depois de instruções de um juiz, devolveu as fotografias apreendidas a ZimRights. Também o detido foi libertado. Foi o Primeiro-Ministro do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, que na noite do mesmo dia oficialmente abriu a exposição fotográfica. Durante seu discurso de abertura Tsvangirai disse: “Quando eu ouvi da tentativa desesperada de impedir esta exposição, eu não estava irritado, mas eu senti mágoa para eles. Qualquer um que acredita que eles podem fazer esquecer a verdade de nosso passado ilude a si mesmo. Cobrir feridas inconvenientes pode somente fazer-lhes supurar. Nós devemos enfrentá-los para evitar os erros do passado.” Cerca de 300 pessoas estiveram presentes na inauguração da exposição, entre outros vítimas da tortura, representantes do corpo diplomático, representantes da sociedade civil e activistas dos Direitos Humanos. Poucas horas depois a abertura da exposição, voltou a polícia e tentou confiscar mais uma vez as mesmas fotografias. Mas sem sucesso, porque durante a noite as fotografias estavam no depósito de um banco vizinho. Na manha de ontem a polícia pela terceira vez exigiu a devolução das fotografias. Razão para qual a Associação dos Direitos Humanos do Zimbabué decidiu fechar a exposição “Reflexões” oito dias antes do planejado termino. "Devida a repressão da polícia a ZimRights decidiu que as fotografias de tortura sejam levadas a uma localidade secreta e que a exposição pode ser planejada de novo e acontecer mais cedo ou mais tarde em um lugar alternativo”, declarou um representante da Associação.

(Fontes: agencias, zim-rights.org, swradioafrica.com, thezimbabwean.co.uk)

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Mensagem Zuma deixou cair a máscara 
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma apelou ontem em Kampala à União Europeia e aos Estados Unidos da América para levantar as medidas restritivas contra determinadas pessoas e entidades associadas ao brutal regime de Mugabe, entre outras pessoas envolvidos em crimes contra a humanidade, graves violações dos direitos humanos e actos de violência patrocinada pelo Estado. Desde sua ultima visita a Harare na semana passada o presidente sul-africano não pode esconder mais longe a sua profunda simpatia por Mugabe e outros violadores dos direitos humanos, pessoas como Perence Shiri, Emerson Mnangagwa, Sidney Sekeremayi, envolvidas na operação Gukurahundi na Matabelelândia, onde deixam massacrar 20 mil homens, mulheres e crianças. Com a sua nova campanha em favor da tirania, o presidente da África do Sul de facto reconhece a legitimidade da violência patrocinada pelo regime de Mugabe contra a oposição antes da segunda volta das eleições presidenciais de 2008, que se traduziu na morte, detenção arbitrária, maus tratos e tortura de activistas e apoiantes da oposição, bem como de defensores dos Direitos Humanos. Parece que durante a nova campanha só disturbam factos bem documentados, como o drama humano que está por detrás da operação Murambatsvina de 2005, o desalojamento forçado e a demolição em massa de habitações nos arredores das grandes cidades, que segundo as Nações Unidas deixou setecentas mil pessoas sem abrigo ou emprego e afectou 2.500.000 em todo os país. Porque nao houve uma campanha semelhante de Jacob Zuma quando o regime de Mugabe lançou sanções e medidas restritivas contra às agências de ajuda humanitária?

O mundo dos Direitos Humanos e as organizações não governamentais já tomam notícia do slogan "Morte ao Boer", entoado pelo líder da Juventude do ANC, uma manifestação preocupante do desrespeito pelos Direitos Humanos sem reacção adequada de Jacob Zuma (“Traga a minha metralhadora”). Se o escandaloso empenho do presidente sul-africano em ajudar Mugabe estivesse tão grande como seu interesse pelo respeito dos Direitos Humanos no Zimbabué bem como a reabilitação e compensação das vítimas do regime, não houve problemas. Apelamos a todos os africanos, membros da sociedade civil, sindicalistas, deputados e visitantes do Mundial 2010 de protestar pacificamente antes e durante a cerimonia de abertura contra a desgraça absoluta sul-africana. Exigimos “Impeach Zuma” e medidas restritivas contra todas as pessoas da Africa Austral, que toleram crimes contra a humanidade e actos de violência, como praticados por exemplo pelos generais Etherton Shungu, Nathaniel Charles Tarumbwa, Douglas Nyikayaramba e David Sigauke, os coronéis Chris Sibanda, Morgan Mzilikazi e Victor Rungani, o veterano de guerra Jabulani Sibanda, os agentes da Policia Innocent Tonderai Matibiri, Misheck Nyawani, et cetera, todas protagonistas da campanha de terror antes e durante das eleições presidenciais de 2008. Exigimos acesso à justiça e reparações pelas vítimas do regime de Mugabe. Exigimos que o presidente da África do Sul, Jacob Zuma deixa de suportar criminosos.

Oxalá com agencias

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Mensagem  
E pa, ja sabes como tudo esta a ir em marcha atraz. Essa gente toda esta a nadar num oportunismo sacana, e na demagogia integral. O povo africano partilha uma unica certeza: a de que a sua classe burguesa é uma porcaria.
A independência, o fim do apartheid, as lutas pela igualdade racial, tudo isso foi acaparado e desviado pela recente burguesia negra num unico objectivo: a de ocupar os lugares deixados pelos colonos brancos, e a de guardar os seus privilégios.
As populações africanas viram a sua situação piorar. De exploradas, passaram a famélicas. De espancadas, passaram a esmagadas. O abuso do poder não tem limites para uma cambada de assassinos, de incompetentes, de vendidos, de corruptos, que formam o batalhão dos novos-ricos da mediocre classe média africana.
Os ditadorzecos de caca estam-se marimbando para o triste estado das populações. Do sul ao norte deste continente que vegeta socialmente, a liberdade, a democracia, e o bem estar economico, parecem ter totalmente desertado. A frustração, a violência, e a pobreza, no contrario estão a prosperar!

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Mensagem Nenhum progresso nas negociações 
Segundo informações do Comité Central (CC) da ZANU-PF o ilegítimo Presidente do Zimbabué já informou seus partidários que vai rejeitar qualquer plano (“conjunto de medidas”) para resolução dos problemas entre as três partes do Acordo Político Global (APG), se não sejam levantadas todo o tipo de sanções impostas contra membros do seu partido. Num esforço desesperado para defender seu poder e privilégios, Mugabe decidiu bloquear qualquer plano que põe em risco a dominação da ZANU-PF no governo. Antes de todo o Ocidente deve levantar as suas sanções impostas ao Zimbabué, exigiu o grande chefe. Seus cúmplices da Africa Austral já lançarem uma campanha diplomática para o levantamento das sanções selectivas e a mobilização sucessiva de biliões de dólares pela promoção da riqueza absoluta do presidente, dos ministros e funcionários públicos. O Acordo Político Global no Zimbabué está a funcionar, querem nos fazer crer os dirigentes da SADC. Esse país é um verdadeiro paraíso dos Direitos Humanos, dizem. Os empobrecidos dirigentes e ministros da região compram carros de luxo da BMW, Mercedes-Benz e General Motors, para pouco mais tarde derramar lágrimas de crocodilo sobre as sanções ocidentais e o comportamento capitalista do Fundo Monetário.

Na tarde de ontem a equipa de facilitação da SADC, composta pelo assessor do Presidente sul-africano, Lindiwe Zulu, e pelos ex-ministros Mac Maharaj e Charles Nqakula, recebeu o relatório das partes do governo inclusivo sobre as negociações das ultimas semanas. Nenhuma informação sobre o conteúdo foi divulgada. Mas de acordo com o ministro do MDC-M, Welshman Ncube, permanecem as divergências principais entre as partes sobre à indicação de figuras para os cargos de Governador do Banco Central e de Procurador-Geral da República bem como a nomeação de governadores provinciais e de Roy Bennett (do MDC-T) para o cargo de vice-ministro da Agricultura. “A nossa excelência não vai demitir ninguém, não Gono nem Tomana”, declarou uma fonte da ZANU-PF perguntada por telefone sobre as declarações de Ncube. A actual situação reflecte a incapacidade do governo inclusivo de resolver as mais elementares necessidades do povo zimbabueano. A situação mostra também, que Mugabe nunca houve a intenção de partilhar seu poder com o Movimento para a Mudança Democrática (MDC). Por isso não houve nenhum progresso nestas negociações. Ainda o país precisa de uma nova constituição e de verdadeiras reformas institucionais. Os Direitos Humanos devem ser respeitados. Eleições livres e justas não excluídas.

(Fontes: agencias, .swradioafrica.com, .zimonline.co.za, theindependent.co.zw, membro da zanu-pf)

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Mensagem O terror da ZANU-PF não parou durante Páscoa 
Em vez de comemorar o sofrimento, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo durante Páscoa, algumas famílias cristãs em Muzarabani e em Shamva tiveram seu próprio sofrimento. De acordo com relatórios de organizações de direitos humanos, entre elas o comité de acção das vítimas (VAC), e a aliança pela restauração dos Direitos Humanos dos zimbabueanos (ROHR) na quarta-feira da semana passada houve violentos ataques de militantes da organização de juventude da ZANU-PF contra Cristãos, alegados simpatizantes do MDC. O VAC disse 28 pessoas incluindo 10 crianças sob a idade de 12 e dois jovens, foram forçadas de fugir de seus casas após receberam ameaças de violência até ameaças de morte. Ishmael Jeni, um dos agressores da ZANU-PF ameaçou os crentes durante a reunião de oração na Igreja de Zhanda, na região de Shamva, província de Mashonalandia Central. De acordo com o relato de uma fonte local, "Jeni ameaçou os crentes de voltar durante a noite com militantes da organização de juventude da ZANU-PF para destruir as suas casas e limpar a vila de todos apoiantes do MDC". O Ministério de Indigenização e Emancipação do Zimbabué é o financiador principal das milícias da juventude da ZANU-PF e da operação “Hapana Anotaura” (ninguém falará). O ministério oferece dinheiro, comida e álcool para jovens que “convencem” a população rural de se pronunciar em favor do esboço constitucional de Kariba ou de ficar calado. "As famílias enfrentaram a mesma violência como já durante a segunda volta das eleições presidenciais de 2008, quando milhares de casas foram destruídas e supostos apoiantes do MDC foram forçados a fugir da violência”, disse o VAC. Muitos foram espancados, torturados e assassinados após recusarem a renunciar sua convicção politica. - Em uma outra acção, cerca de 20 membros da juventude da ZANU-PF invadiram, destruíram e incendiaram a igreja apostólica Muzarabani, após a missa de Páscoa. De acordo com Freddie Matonhodze do MDC,"as criminosas milícias da ZANU-PF pilham e queimaram a igreja porque o candidato do MDC pela vila de Charunda, Wirimayi Gono, e alguns de seus apoiantes, atenderam a missa". Depois a destruição da igreja, 55 crentes foram forcados pelas milícias de fugir da vila de Muzarabani, disse Matonhodze. A igreja sofreu o mesmo destino já durante a segunda volta das eleições presidenciais, em Junho de 2008. Foi poucos dias antes de Páscoa de 2010, quando a Igreja Apostólica finalizou o trabalho da reconstrução do edifício. As milícias de Mugabe destruiram tudo.

(Fontes: agencias, rohrzimbabwe.org, Victims Action Committee (VAC), fontes locais do MDC)

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Mensagem Serias dúvidas sobre a imparcialidade de Zuma 
A visita de Julius Malema, líder da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC), mostra que o presidente sul-africano e medianeiro da SADC, Jacob Zuma, se tornou cúmplice de Mugabe. O “heróico” combatente contra o apartheid visitou o Zimbabué no passado mês de Março de 2010, onde se reuniu com o seu homólogo Mugabe, o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai e vice-primeiro-ministro Arthur Mutambara. Desde a formação do governo inclusivo, a ZANU-PF e o Movimento para a Mudança Democrática (MDC) não ultrapassarem as divergências politicas sobre várias questões da governação. Segundo um comunicado de imprensa, distribuído depois da visita de Zuma, os três protagonistas do conflituoso governo concordaram com o plano de implementação (Road Map), indicando os passos a dar pela implementação total do acordo sobre a partilha do poder neste país. Um plano, cujos detalhes serão elaborados e apresentados até o fim de Março. Palavras vazias, como se sabe hoje. O prazo pelo plano detalhado expirou sem compromissos concretos. A ZANU-PF não faz mais concessões ao MDC até que as sanções ocidentais sejam levantadas. "Os negociadores dos partidos políticos não cumpriam o prazo de entrega e por isso pediram mais tempo”, disse Vincent Magwenya, porta-voz do presidente Zuma. “O presidente está esperançoso que os restantes problemas serão resolvidos nesta semana e que um relatório minucioso lhe será apresentado", adiantou Magwenya. O porta-voz do presidente anunciou também o regresso a Harare da equipe de mediação da África Austral (SADC), para facilitar as negociações entre os partes. Porque o impasse político tem impacto directo na sociedade sul-africano. A Africa do Sul alberga cerca de 4.000.000 de refugiados zimbabueanos, que houve efeitos no mercado de trabalho porque os “ilegais” aceitam empregos muito mal pagos.

Muitos pobres nos bairros de lata de Joanesburgo estão furiosos. Desde o fim do Apartheid o ANC fez promessas eleitorais, mas na realidade não aconteceu nada para melhorar a vida precária nos bairros mais pobres. Enquanto milhões de pessoas continuam viver em barracas, sem água, nem electricidade, os responsáveis do ANC tem uma vida de luxo. Foi o ANC que enriqueceu uma pequena burguesia ligada ao poder. Um cenário social que põe em risco o consenso político conseguido por Nelson Mandela. O que Zuma ainda necessita é um inimigo para culpar outros pelos erros do passado. E como se sabe, nada pode representar melhor o protótipo de um inimigo do que os brancos, ilegais, homossexuais, colonialistas britânicos ou outros ocidentais. Uma estratégia manipulativa para jogar com os latentes racismos e xenofobias nos bairros de lata, efeitos colaterais não excluídos. Exactamente aqui aproximam se as politicas do ANC de Zuma e de Mugabe.

A visita de Julius Malema para Harare fez evidente a crescente Mugabinização da política sul-africana. Somente cinco meses antes da sua visita à Harare o líder da Liga da Juventude do ANC foi citado pela imprensa sul-africana com as palavras "Mugabe deve demitir-se" porque "precisamos de um novo Presidente no Zimbabué". Mas no último fim-de-semana, durante um discurso perante a Organização da Juventude da ZANU-PF, e vestido de uma camisa com o retrato de Mugabe, Malema mudou seu tom: "Nós saudamos o presidente Mugabe para a sua posição firme contra os imperialistas. A razão pela qual eles querem ele ir-se embora é porque ele começou resolver os verdadeiros problemas", declarou Malema. O líder da Liga da Juventude do ANC qualificou Tsvangirai e o MDC como aliados dos "imperialistas" que intencionam destruir os movimentos de libertação da África Austral e substituir os mesmos com "surrogados" de governos. O discurso de Malema transformou-se em autênticos elogios de Mugabe. Só faltou ele dizer de estar “pronto para matar” pela ditadura como no seu famoso discurso em Bloemfontein, onde declarou “estou pronto para matar por Zuma”, alegadamente uma “demonstração de amor e empatia” para o presidente sul-africano. Após o fim do seu discurso os jovens da ZANU-PF agradecem Malema cantando “Dubula Ibhunu” ou "Matar os Boers" (agricultores brancos). As ocorrências nos Stodat Grounds de Harare deixam serias dúvidas no seio do MDC sobre a imparcialidade e credibilidade de Zuma como medianeiro honesto no conflito entre Mugabe e Tsvangirai.

(Fontes: agencias, mdc.co.zw, hararetribune.com, m&g)

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Mensagem Zuma tenta minimizar o desastroso “Efeito Malema” 
Ontem o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, interveio na controvérsia em torno dos pronunciamentos do líder da Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (ANCYL), Julius Malema (29) nos recentes dias. Falando aos jornalistas, em Durban, Zuma disse que os líderes do partido devem pensar antes de falar porque as suas declarações têm grandes implicações para o país. " Nós reiteramos que os líderes (do partido) devem pensar antes de falar, porque as suas declarações têm grandes implicações para o país", disse. "O Presidente sul-africano criticou o comportamento agressivo e insultuoso de Malema na quinta-feira em uma conferência de imprensa na sede do ANC, onde fez um balanço da sua visita ao Zimbabué no passado fim-de-semana. "Esta é uma casa revolucionária. Não venha aqui com essa tendência branca. Não aqui. Você pode fazer isso em outro lugar. Você pode ir embora. Bastardo! Vá embora! Agente sangrento!" gritou Malema, reagindo a intervenção de um jornalista da BBC. Zuma também criticou o comportamento de Malema no Zimbabué, onde o líder da ANCYL junto com as milícias de Mugabe cantou a velha canção de luta contra o Apartheid chamado "Kill the Boer", em referência à população branca. Malema assim ignorou a decisão do Supremo Tribunal da Africa do Sul, que considera racista a letra da canção, qualificando os agricultores como ladrões e violadores. Zuma veementemente criticou Malema pela provocação do tribunal e fez claro, que seu comportamento não reflecte a cultura partidária do ANC. "Nós devemos reconhecer o papel do Supremo Tribunal como última instância na arbitragem de conflitos na sociedade" disse. Zuma sublinhou que a Liga Juvenil do ANC não é uma organização independente e deve respeitar os estatutos partidários e as normas de disciplina. “O comportamento do presidente da Liga Juvenil do ANC não está de acordo com a cultura e as tradições, bem com o código de conduta de um quadro e líder do ANC. A estrutura partidária relevante do ANC vai investigar o que aconteceu e verificar se o limite foi ultrapassado. Se a linha (vermelho) foi ultrapassada, isso terá consequências”, declarou Zuma. O Presidente sul-africano disse ter telefonado a Malema para discutir a situação. Perguntado se já houve alguma reacção do Movimento para Mudança Democrática (MDC) de Tsvangirai em relação aos ataques insultuosos de Malema (aqueles do MDC são “aliados dos imperialistas”) Zuma respondeu, que até momento não tinha recebido uma queixa do MDC. Mas de facto o medianeiro da SADC perdeu muita credibilidade no seio do MDC, devido a sua longa indiferença em relação aos discursos difamatórios de Malema e o anuncio do líder da Liga Juvenil do ANC que suportará Mugabe e a ZANU-PF para que ganharem as próximas eleições presidências e legislativas do Zimbabué.

(Fontes: agencias, mdc.co.zw, radiovop.com, m&g)

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Mensagem Sobre Graça Machel e a liberdade de expressão… 
Graça Machel (64), a viúva do ex-presidente moçambicano Samora Machel e actual esposa de Nelson Mandela, desafiou ontem em Joanesburgo a política estrangeira da Grã-Bretanha para África, sobretudo em relação ao Zimbabué. Em uma entrevista com o jornal britânico “The Guardian” Machel aconselhou os políticos britânicos de ficar calado sobre os países africanos, tais como o Zimbabué, e deixar a diplomacia africana seguir o seu curso. Machel indicou que a crise no Zimbabué revelou os defeitos de uma mentalidade imperialista persistente. “Posso ser um pouco provocante”, ela perguntava. Acho que esta (crise) é uma oportunidade para que a Grã-Bretanha reexamina seu relacionamento com as suas antigas colónias. Para reconhecer que desde a independência aquelas nações quererão ter relações com a Grã-Bretanha baseados no respeito mútuo, e não esperarão que a Grã-Bretanha continua a assumir o papel (dominante) do Big Brother. Quando uma nação é independente, não há nenhum Big Brother. São sócios. Uma parte da razão pela qual a Grã-Bretanha tem dificuldades de aceitar o Zimbabué (como parceiro igual) é precisamente porque essa relação de um Big Brother está influenciando (os esforços) para tentar-se compreender." Machel adiantou: "Eu não estou dizendo que as coisas são ok, tudo corre bom no Zimbabué, estou dizendo que um outro tipo de diálogo, um tipo diferente de atravessar as dificuldades e tentar compreender-se mutuamente poderiam ter produzidos um resultado melhor que ainda temos. Do que mais os Britânicos gritarão, do que pior a situação se desenvolverá, em termos das relações com Zimbabué. Isto é porque às vezes eu tenho dúvidas, quando uma coisa corre (mal) no Zimbabué e a Grã-Bretanha começa gritar imediatamente. Não podem (os Britânicos) pelo menos mantém se calado? Às vezes (nas horas certas) você precisa de ficar calado. Deixe-os (dirigentes da Africa Austral) fazer as suas próprias coisas, deixe-a SADC (A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) resolver os problemas, mas mantenham se calado, porque do que mais você grita, do que pior (é)". Estas foram as palavras actuais da esposa de Mandela, que em Janeiro de 2009 lamentou que os lideres da SADC terem falhado “miseravelmente” salvar o Povo zimbabweano do brutal regime de Mugabe. “Nós confiamos por muito tempo e já é altura de dizermos aos nossos lideres que reclamamos as vidas de todos aqueles que morreram nas mãos dos lideres da SADC porque eles têm a responsabilidade de travar aquela confusão”, disse Machel, citada pelo jornal sul-africano “Mail and Guardian”. “Os políticos (da Africa Austral) têm um enorme ego por proteger. Eles não se importam por outros milhares, milhares e outros tantos milhares que perdem a vida, desde que eles protejam o seu ego”, lamentou a esposa Mandela no ano passado. – Desde Janeiro de 2009 até ontem já passou muito tempo. Falham todas as tentativas dos dirigentes da região de resolver a crise zimbabueana. Porque os cúmplices de Mugabe não tiveram um interesse mínimo de agir em favor da sofrendo população. Em vez de resolver o conflito, os chamados “combatente pela libertação” tornam se apoiantes de uma ditadura. Claro que os decadentes amigos do regime de Mugabe preferem que os seus críticos sejam silenciosos. Preferem cidadãos passivos. Querem silenciar os incómodos. Mas existem boas razoes por não ficar calado. Os direitos humanos, a democracia e a liberdade de expressão.

(Fontes: agencias, guardian.co.uk, mg.co.za)

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Mensagem Incoerência por parte da Graca Machel 
Li esta entrevista com a Graça Machel, mas achei-a um pouco incoerente se formos a ver o que ela já tem vindo dizendo sobre o déspota Mugabe.

É claro que as antigas potências precisam de um pouco de cuidado nos assuntos africanos para que os déspotas como Mugabe os usem como bode expiatório.

Um abraco

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Mensagem Mugabe faz tudo por dinheiro 
Enquanto as forcas de segurança continuam a deter membros e simpatizantes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de Tsvangirai nas áreas rurais (como por exemplo na província de Mashonalandia Central), o ilegítimo presidente do Zimbabué apelou ontem aos seus partidários para que "cessem toda a violência" e que aceitem as diferenças políticas entre os partidos. Durante um discurso comemorativo dos 30 anos de independência do país (30 anos de fracasso da ZANU-PF), o tirano exigiu o levantamento das sanções impostas pela União Europeia (UE).

Em Fevereiro de 2010 a UE prolongou as sanções selectivas contra personalidades ligadas ao regime de Mugabe. As sanções selectivas incluem a proibição de viajar para as pessoas que cometeram violações graves dos direitos humanos no Zimbabué e o congelamento dos respectivos fundos, recursos financeiros e económicos. Incluem também um embargo à venda, fornecimento e transferência de armas, à assistência ou formação militar, à venda ou fornecimento de equipamentos susceptíveis de serem utilizadas pela repressão interna. Estas medidas foram prorrogadas este ano, "por falta de progressos suficientes" na aplicação do Acordo Político Global (AGP) sobre a partilha do poder entre a ZANU-PF e o MDC.

A 21 de Abril de 2010, o governo do Zimbabué vai enviar uma delegação à Bruxelas, composta por personalidades dos principais partidos da coligação, para pedir o fim das sanções da UE com os argumentos de que este fim é necessário para mobilizar fundos externos e acelerar a recuperação da economia nacional e a transição política. - Não basta criar comissões e comités, queremos ver resultados palpáveis antes de novas eleições, dizem os Europeus. Naquela situação é bom não confundir as coisas: O partido de Mugabe é o vilão, não a vítima. È responsável pela violência política, centenas de mortos e torturados, milhares de feridos e milhões de refugiados. Por isso a relutância dos Europeus em levantar as sanções é compreensível. Eles não querem pagar posteriormente pelos crimes de Mugabe, muito menos pela cumplicidade de seus “camaradas”, que prometeram bilhões que nunca possuam…
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(Fontes: agencias)

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Mensagem Grande Teatro 
A liderança do Congresso Nacional Africano (ANC) reuniu-se ontem para discutir uma série de actos de indisciplina de Julius Malema, Presidente da Liga Juvenil do ANC (ANCYL). O jovem político provocou um desgaste na imagem do Presidente sul-africano Jacob Zuma, igualmente mediador na crise do Zimbabué, quando elogiou a política de reforma agrária de Mugabe e prometeu que a Liga Juvenil do ANC apoiara activamente a reeleição do ditador zimbabueano nas próximas eleições. A reunião da “comissão de disciplina” se caracterizou alegadamente por disputas internas sobre as intervenções públicas do líder da Liga da Juventude do ANC e seu comportamento em relação jornalista da BBC Jonah Fischer, a quem em plena conferência de imprensa na sede do ANC em Luthuli House chamou de “agente provocador” e “bastardo”, provenientes de um país cuja imprensa coloca em causa a credibilidade e integridade líderes africanos. O agressivo e ofensivo comportamento do Presidente da Liga Juvenil do ANC culminou com seu pedido, que a segurança tirasse Fisher da sala de imprensa. - Fontes ligadas ao ANCYL declaram hoje, que a liderança do Congresso Nacional Africano não decidiu sobre consequências para jovem político, porque os problemas desse tipo ocorreram em todos partidos do mundo. Malema somente difundiu mensagens em conformidade com a actual doutrina do ANC, constatou a fonte do ANCYL, que não compreende o actual conflito interno, porque a política de aquisição de terras agrícolas do partido prevê que 30 porcento das terras da África do Sul passam para as mãos da maioria negra até 2014. (Como se sabe, o Governo sul-africano não quer confiscar as fazendas dos brancos, quer comprar as terras aos preços de mercado). A reforma agrária da Africa do Sul é parte do programa denominado “empoderamento negro” que tem por objectivo dar oportunidades de investimento e de trabalho a sul-africanos negros. De acordo com a Secretaria-Geral Adjunta do ANC, Thandi Modise, não houve uma decisão da liderança do partido sobre sanções disciplinares contra Malema. Muito menos uma critica aberta sobre seu comportamento na conferência de imprensa com jornalista da BBC Jonah Fischer. Aparentemente a liderança do ANC considera o comportamento do Malema um assunto interno. Uma “comissão de disciplina” vai resolver tudo, disse a Secretaria-Geral Adjunta do ANC. Segundo fontes ligadas ao ANCYL só uma formalidade, para acalmar o MDC em Harare. Em nome da coesão interna não vai haver sanções disciplinares nem uma suspensão da actividade partidária de Malema, muito menos uma punição ou uma expulsão. A reunião de ontem foi uma encenação teatral para o público internacional, disse um membro da ANCYL.

(Fontes: agencias, membros da ancyouthleague.org)

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